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A artesã Maria Pinheiro Zandoná ainda se lembra de quando tinha seis anos e via a sua mãe, Maria da Glória, juntando punhadinhos de telhas quebradas e fazendo um buraco na terra para preparar um forno, onde queimava as suas panelas de argila.

Ela pegava a argila no rio próximo a casa da família, na cidade de Viçosa, em Maceió, e no dia da queima levantava bem cedo e passava o dia inteiro preparando as panelas.

Na casa em que Zandoná cresceu só se usava a panela de argila feita por sua mãe, mulher com sangue índio, que incentivou desde cedo os filhos a não ficarem parados, mas irem à luta em busca do seu sustento.

Desde cedo, Zandoná aprendeu a costurar. Com 10 anos, ela fazia suas bonecas de pano, com meia fina e pano de chita, depois bordava a boca e os olhos. Aprendeu sozinha, ninguém lhe ensinou. 

E, foi com esse incentivo da mãe, que Zandoná saiu de Viçosa para morar na capital paulista.

Quando chegou nesta cidade grande, foi trabalhar como costureira e tornou-se encarregada geral em uma empresa grande, onde fiscalizava o corte e a costura.

Paralelo a isso, fez diversos cursos de artesanato, mas conta que nada a deixava muito entusiasmada e sentia como se algo estivesse sempre faltando.

Depois que os filhos se casaram, Zandoná decidiu vir morar em Caraguatatuba, no Litoral Norte, onde já tinha uma casa de veraneio.

Nesta cidade, ela fez um curso básico de cerâmica na Fundação Cultural e, apesar de ter gostado muito de trabalhar com o barro, ainda levou um tempo para descobrir que caminho deveria seguir.

Até o dia em que apareceu em Caraguatatuba um repórter italiano, que ficou admirado com a imagem de um caiçara e cobriu Zandoná de elogios.

Aquilo tocou o seu coração e despertou nela a vontade de criar novos personagens.

Se quando era menina, ela fazia bonecas de pano; depois de adulta passou a brincar com bonecos de barro.

Isso aconteceu há cinco anos, hoje a artesã já perdeu as contas de quantos caiçaras já fez, homens e mulheres, cada um com uma expressão facial diferente.

Ela diz que todos esses personagens estão dentro dela e que não são inspirados em ninguém.

De madrugada, se gosta muito de um deles, acorda e quietinha vai observá-lo, com carinho de mãe que deu vida e transformou o barro em algo muito especial.

Quando Zandoná começou a criar seus bonecos de barro, eles tinham aparência mais séria, mas hoje a maioria está sorrindo.

“Uma vez veio uma senhora me falou que as minhas meninas eram muito sérias e não combinavam comigo. Eu rio o tempo todo”.  

 

 

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