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A artista plástica Isabel Galvanese nasceu no dia 31 de dezembro de 1963 é bisneta de italianos e passou a infância e a juventude no bairro Jardim Paulista, em São Paulo. Formada em Biologia, Bel – como é chamada carinhosamente pelos amigos -, descobriu o talento e o amor pelas artes num impulso, quando já estava casada, com filhos e morando em São Sebastião, no Litoral Norte. 
Ela estava reunida com alguns amigos e um deles, o reconhecido ceramista de São Sebastião, chamado Caíto, anunciou que gostaria e vender um torno. 
Se você não sabe, o torno é um equipamento utilizado para fazer peças em cerâmica. Bel, sem pensar muito, aceitou comprar a peça. Simplesmente disse: - Eu quero! Duas palavras que mudaram o rumo da sua vida. 
A Ceramista – Após fazer aulas com o Caíto para aprender noções básicas sobre cerâmica, ela fez um workshop com a ceramista Mieko, que reside na cidade de Cunha. As peças em cerâmicas da Bel Galvanese revelam um pouco sobre a personalidade dela. 
As cerâmicas da Bel são queimadas sempre em alta temperatura para que o esmalte não tenha toxidade, o que revela a preocupação com a preservação do meio ambiente e da vida saudável. Elas possuem formatos delicados, tonalidades incríveis e são leves, sendo fácil de manuseá-las. Mas, sobretudo, além da beleza, há uma preocupação grande da artista de que as peças sejam úteis.  
A cor que ela mais gosta de usar em suas cerâmicas é o azul. Morando na praia, ela se sente inspirada pelo mar e está sempre atrás de um novo tom de azul. 
Com a cerâmica, atualmente, o que trabalho que lhe dá mais emoção, talvez pelo grau de dificuldade, é a criação de painéis em relevo. 
Eles não levam nenhuma química e cada pedaço é queimado separado, por um tempo diferente, o que faz com que ganhem tonalidades diversas. 
O Desenho -  Há 17 anos, a Bel participa do Projeto Arte Litoral Norte, criado pelo pintor Antônio Carelli, onde integra o grupo Desenho Vivo. 
Há alguns anos, ela estava saindo da Biblioteca com o seu filho caçula quando viu uma senhora, assobiando na praia, enquanto pegava siris. Inspirada por aquela cena inusitada, ela decidiu fazer um mosaico. 
Ela explica que hoje todos os seus projetos começam a partir de um desenho, um recurso que usa na hora de fazer cerâmica ou escrever um livro. 
A Escritora - A senhora que ela tinha visto era dona Druzilla, uma caiçara, conhecida na cidade como “A Encantadora de Siris”. 
As pessoas percebendo o seu interesse, passaram a relatar diversas histórias daquela intrigante mulher e um dia a Bel percebeu que tinha material para escrever um livro infantil. Quando o livro “Segredo de Druzilla – A Encantadora de Siris” foi publicado, a personagem principal já havia falecido. 
Mas, a sua história está preservada para as futuras gerações.  
A Ilustradora –O livro fez um grande sucesso e a Bel passou a ser convidada para ilustrar os livros de outros escritores. 
Como você pode perceber a artista plástica Bel Galvanese é plural: ceramista, desenhista, escritora e ilustradora. 
Ela está sempre propondo coisas novas, mas de onde vêm tantas ideias? 
A Bel busca inspiração nos artistas que admira. 
“A gente não vira escritora porque se inspirou na natureza, mas porque leu um bom livro. Não vai se tornar uma pintora se nunca tiver se apaixonado por um quadro”. 

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