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Ela se chama Flavia Celeste, mas todos a conhecem por Flavia Flores, um nome que combina tanto com ela que parece ter sido sempre assim.

A artesã Flavia Flores nasceu no dia 19 de janeiro de 1970, em Caçapava, numa família que adorava viver cercada por árvores e plantas de todas as espécies.

Quando criança morou em casas grandes, antigas, típicas de cidades do interior, onde o quintal era o lugar preferido para suas brincadeiras.

Aos 9 anos, Flavia mudou- se para um sítio com a família, que na época buscava uma vida simples e próxima dos encantos da natureza.

O amor da artesã pelas flores vem de gerações da sua família. O seu avô materno, Nelson Gonçalves Costa, era um apaixonado por orquídeas.

Esse sentimento passou para a mãe de Flavia que, além de professora, criava lindos arranjos de flores para as festas da escola e até para casamentos.

Uma das lembranças mais antigas da artesã é de ver a mãe secando as flores dentro do carro para fazer os arranjos das festas.

Apesar de viver entre as flores, o caminho de Flavia até elas demorou alguns passos de dança... Isso mesmo. Antes de decidir ser essa artesã maravilhosa, que nos encanta com lindos marcadores de livros feitos com flores, Flavia era uma bailarina. Com seu tamanho pequenino e rosto meigo, encantava a todos com os seus giros e piruetas.

Em 1997, ela criou o Projeto Dança e Movimento, que resultou na fundação da Oscip Pés no Chão, em 2001, e passou a dar aulas de balé clássico para as crianças carentes de Ilhabela. Era um trabalho voluntário, as aulas de balé eram gratuitas e as crianças ainda ganhavam colãs e sapatilhas. 

Ela lembra que foram anos de muita alegria, mas também de muita luta para manter o projeto vivo e atendendo mais de 300 alunos. 

Em 2008, ela sofreu uma queda de moto, quebrou a tíbia e precisou ficar 4 meses com a perna engessada.

Quando finalmente se recuperou, ela percebeu que já não podia dançar da mesma forma que antes. Foi nesta época que Flavia redescobriu o amor pelas flores.

Ela mora em uma casinha muito charmosa no alto da serra, em Paraibuna, cidade onde está a sua numerosa família por parte de pai. São 15 tios e mais de 60 primos. 

Desde então já se passaram 9 anos, ela acredita ter feito mais de 35 mil marcadores de livros!

A sua flor preferida é o “Cosmos”, cuja essência é usada no Floral de Minas para tratamento da Síndrome do Pânico.

A Flavia usa a técnica japonesa chamada “Oshibana”, que consiste em prensar as flores mantendo a cores e a texturas originais.

Ela é autodidata, aprendeu entre erros e acertos e hoje procura fazer cursos de especialização para estar sempre aprendendo coisas novas.

“Trabalhar com flores mudou a minha vida e a minha personalidade, fiquei mais isolada e passei a direcionar toda a energia para mim”, conta.

É comum Flavia receber flores de amigos, com pedidos para fazer um marcador especial para preservar a lembrança de um momento ou de alguém.

Se por acaso você encontrar com uma moça pequena, de cabelos longos e o olhar mais doce que você já viu, pode ser a Flavia fazendo o que mais gosta: colher flores para encantar as pessoas.

 

 

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